Na moda, assim como na vida, não se deve acreditar em tudo o que é visto, contado, desfilado. Conhecido por suas caveiras e imagens fantasmagóricas, sombrias e bizarras (quem não se lembra de Kate Moss holográfica na passarela de 2006 ou da modelo de pernas mecânicas, Aimee Mullins, em 1998?), o inglês Alexander McQueen optou pelo fim da vida justamente por não saber encarar a derradeira das partidas.
McQueen era dos poucos a que cabe o substantivo "criador". Foi nas artes e na tecnologia que esse londrino encontrou a receita para sair da manada e fazer desfiles memoráveis. Da última apresentação, em Paris, quando homenageou Darwin com suas mulheres lagartos e transmitiu tudo ao vivo, ao desfile em que se soltou lobos entre as modelos, McQueen subverteu, chocou e gerou cópias, muitas cópias.
Loucuras fashion
Foi também de sua cabeça genial que saíram a passarela transformada em tabuleiro de xadrez, os desfiles em que chovia e nevava e as modelos jateadas de tinta.
Louco para uma grande maioria, nosso personagem chegou a homenagear o Brasil no verão de 2003 e era apaixonado pela arte plumária dos índios brasileiros.
Exaustivos trabalhos sobre tecidos, corte impecável, caveirinhas e o famoso xadrez "tartan" são algumas das marcas do trabalho desse estilista que entra para os anais como o criador ou, pelo menos, o grande divulgador das calças "bumsters", um trocadilho com a palavra "bum", que significa traseiro, em inglês.
Elas aparecerem na coleção de 1996 e deram origem à tendência de calças extremamente baixas. "A ‘bumster’ para mim foi o que definiu McQueen", disse Michael Oliveira-Salac, diretor da agência de moda Blow PR e amigo antigo do estilista.
São de McQueen
- As calças de cintura extremamente baixas
- Estampas de caveira
- Alfaiataria
- Desfiles teatrais
- Modelos diferentes
- Silhuetas extremas